Oi, gente maaais linda do meu coração (:
Então, voltei ontem de Brasília depois da
prova da Unicamp. Nesse post, vou fazer um breve resumo de como foi minha
primeira experiência em vestibulares (depois do Enem).
Saí de Manaus sábado, logo depois da minha
aula de francês. Imaginem a correria que foi, né. A aula terminava meio dia, e
o vôo estava previsto pra 13:20. LOL, uma hora e vinte minutos pra chegar ao
aeroporto, almoçar, fazer o check-in, entrar na sala de embarque, eu teria que
ser muito ninja para conseguir fazer tudo a tempo. Para piorar, o trânsito do
centro da cidade até o aeroporto (que nem é tão longe da cidade, uns 10 km)
tava hor-rí-vel, o que não é tanta novidade porque é mais raro encontrar um
trânsito livre que ficar presa no engarrafamento.
Como as coisas, não sei como, sempre dão
certo para mim, consegui chegar a tempo. Para melhorar, o check-in já tava
feito e não tínhamos nenhuma mala para despachar. Era só passar pela alfândega e
ficar esperando civilizadamente na sala de espera.
Foi aí que me enganei profundamente. A
droga da minha bolsa não passou pela revista e o tiozinho mandou abri-la pra
verificar. Depois de mexer e remexer na bolsa umas 92875498570238740 vezes,
nada foi encontrado, exceto uma caixinha preta que se encontrava no fundo da
minha bolsa. Era meu compasso, que tava levando porque no site da Unicamp dizia
que iríamos usar compasso na prova. (que diabos de vestibular usa COMPASSO e
RÉGUA na primeira faze? Eu hein) Na hora pensei “fuck”. Porque o compasso era
do meu pai, e custava no mínimo uns 100 reais (sabe aqueles compassos que parecem
mais uma arma? Então) Fui obrigada a despachar a pobre da minha bolsa
rosa-cheguei, e passar a viagem todinha preocupada se ela iria ser bem cuidada
e chegar no lugar certo.
Felizmente a bolsa voltou para mim, e
seguimos ao hotel. Ficamos hospedadas no hotel Manhattan Plaza, numa suíte em
frente á Esplanada dos ministérios (chique, não? Não reservamos suíte nem nada,
foi puro acaso). O grande problema estava no número do quarto: 13º andar,
quarto 1313, dia da prova? 13 de novembro. Essa combinação de quatro 13 não é uma
coisa muito agradável para quem vai fazer vestibular. Se dizem que um número 13
dá azar, o que falar de QUATRO números trezes vindas de uma vez só?
Nessa noite, demorei um pouco para dormir.
Tava com muito frio, embora estivesse coberta pelo edredom, e ainda sonhei com
uma gangue de palhaços que me perseguia pelo centro de Manaus. Não é, nem de
longe um sonho que gostaria de sonhar, porque tenho PAVOR de palhaços.
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| O tal quarto 1313 '-- |
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| A vista do meu quarto. Lindo, neah? |
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| Pela manhã demos uma volta nos arredores do hotel, encontramos essa igreja LINDA. Olha que não sou nem de longe religiosa. |
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| Essas flores no meio do caminho são LINDAS. |
Sim, vamos logo ao que interessa. Como foi
a mardita prova, Saphíria?
Bom, estou no primeiro ano né. E o vestibular
trata dos assuntos dos três anos. É de se esperar que não vá tão bem. Apesar
disso, achei a prova até fácil, se soubesse os assuntos. Acho que de 48
questões, só consegui resolver de fato umas vinte, e o resto apostei nos meus
lindos chutes.... só que sou vesga. É bem provável que tenha errado 80% das questões
que chutei. Logo quando recebi a prova, a primeira coisa que pensei foi... “shit,
agora ferrou”. A prova pedia TRÊS REDAÇÕES, DE CUNHO OBRIGATÓRIO. Até que eu sabia que iriam ter três redações, mas
achava que não iriam fazer essa maldade com a gente.
Profundo engano meu.
Mas até que os temas eram fáceis, eu só
teria que saber analisar gráficos, possuir empatia com um grupo de alunos que
tiveram suas páginas das redes sociais monitoradas pelo colégio e definir um
significado para o termo “computação em
nuvem”.
Não acredito muito que eu vá passar para a
2ª fase, aliás, eu não espero nadinha passar. Mas de maneira alguma essa experiência
foi um desperdício de tempo e dinheiro. Muito pelo contrário, fiquei é feliz
por ter tido essa oportunidade de testar o quanto estou preparada para o
vestibular. Resultado? Provei algo que já sabia, que existe gente 28947502875028
mais inteligente e que a concorrência aí fora é acirrada. Conheci gente de todo
o Brasil, como uma menina que veio fazer a prova de Tocantins ou um outro que
veio do Pará ou um outro que veio de Minas Gerais. Sinceramente, espero levar
essa experiência para os outros vestibulares e que no terceiro ano, esteja mais
do que craque e passe para as melhores universidades do país (:
E vocês, já tiveram alguma experiência parecida
com vestibulares? Conte-nos! Mande sua história para o nosso e-mail (fakelolitablog@hotmail.com) ->
isso ficou muito parecido com as matérias da Superinteressante ou da Capricho,
mas deixa pra lá q.
Beeeijos,
Saph =*
P.S: ACABEI QUE NENHUMA QUESTÃO PEDIA PARA USAR COMPASSO, AAAARGH